Quando o excesso de peso é um transtorno

Malas. Escolhas sensatas e arrumação adequada garantem leveza à bagagem

Quando o excesso de peso é um transtorno

TÂNIA RAMOS - 13/05/08

O maior dilema na hora de colocar o pé na estrada, principalmente para as mulheres, é o que levar na viagem. Uma simples escolha entre uma peça básica e outra cheia de frufru se constitui em difícil decisão. Mas a experiência demonstra que quanto menos se leva na mala, mais agradável se torna o deslocamento entre um destino e outro. A volta para casa então, nem se fala.

Quem testemunha sobre essa situação é o engenheiro eletrônico Paulo de Araújo Camargo. Em recente viagem de treinamento aos Estados Unidos, ele voltou com a mala e mochilas abarrotadas. E olha que ele já foi precavido ao levar o mínimo. Com atividades de estudo baseadas em St. Louis, Camargo já começou a se desfazer dos pertences quando deu uma esticada até Chicago.

"Esse trajeto eu fiz de trem, mas para facilitar a locomoção, joguei a mala fora e deixei algumas roupas para trás", conta o engenheiro que, de lá, voou para Nova York. Não sem antes fazer novas aquisições e dar adeus ao que ainda levara do Brasil. Depois de uma volta pelo comércio nova-iorquino, a solução foi comprar três mochilas, acomodar nelas o máximo de objetos, usar do jeitinho brasileiro para embarcar com todas e despachar a mala sem pagar excesso de peso.

Isso depois de deixar livros e apostilas do curso e passar pela alfândega usando mais ou menos 15 peças de roupa. A solução para tais problemas é simples, segundo a sócia da empresa Arte de Arrumar Agni Melo. Basta racionalizar as escolhas, que devem ser de acordo o motivo da viagem, a estação do ano e a quantidade necessária ao tempo de permanência no local. Depois, é só arrumar a mala de forma a caber o maior número possível de peças. Então, saia por aí livre, leve e solta...

Arrumação. Para ajudá-lo na próxima viagem, buscamos orientação com a especialistas da Arte de Arrumar. Ela explica que se deve, primeiro, colocar na mala as calças com as pernas para fora, depois as blusas, casacos e vestidos, se for mulher, ou camisas, casacos e blazers, se for homem. Nos vãos que surgem nas laterais, encaixa-se os sapatos, a necessaire e os saquinhos de peças íntimas e acessórios.

Por fim, sobreponha as pernas das calça e, para arrematar, a camisola ou o pijama, Para evitar que as roupas não fiquem muito amarrotadas, a sugestão é que elas sejam dobradas o menos possível - os casacos, após virados pelo avesso, devem ter as mangas colocadas para dentro e serem dobrados na altura da cintura.

Seja criterioso nas escolhas e leve somente o indispensável

Todavia, as técnicas de arrumação só vão ser eficientes se a seleção de roupas e objetos for sensata, tanto em viagens a negócios como a lazer. A regra é levar o mínimo possível e o ideal, segundo a especialista Agni Melo, é que as peças sejam conjugadas.

Com a sua colaboração, montamos um kit básico para viagens a negócios de três dias. Para as mulheres, a dica é um vestido básico, um casaquinho ou blazer, uma echarpe ou lenço, um terninho preto, quatro camisas, uma blusa de linha, dois pares de meias finas, três sapatos e um chinelo, acessórios discretos, uma camisola e a necessaire. Para os homens, a sugestão é um terno, quatro camisas, cinco cuecas, duas gravatas, um pijama, dois pares de sapato, um chinelo e a necessaire.

Experiente nessas viagens, o advogado Moacir Macedo acrescenta uma roupa de ginástica, uma calça jeans e três camisas polo ou camisetas. Com relação às gravatas, ele é mais econômico, levando somente uma “que combine com todas as camisas”.

Nas viagens a passeio, em que também se deve levar o mínimo, a opção são as peças informais. A diferença está na estação do ano, com peças leves no verão e casacos e blusas de lã no inverno.

Publicado em: 13/05/2008 (JORNAL O TEMPO)
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